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quarta-feira, 22 de março de 2017

Não Resenha #3 – Kaori: Perfume de Vampira / Giulia Moon

Gentes, mesmo tendo avisado que não ia aparecer no blog essa semana, resolvi aparecer sim. (mas não sei se continuarei aparecendo, tá? Não me odeiem)

A Não Resenha de hoje continua na mesma linha saudosista da outra que publiquei semana passada aqui no blog.

Conheci a Giulia Moon na Bienal do Livro de 2008. Acompanhei o lançamento da coletânea AMOR VAMPIRO e comprei o meu na companhia dela e da autora Martha Argel – que conheci no mesmo dia.

Estive em diversos eventos onde ambas estavam e sempre fui presença certa nos eventos de Kaori – sempre que podia, pelo menos.

Kaori – Perfume de Vampira é o primeiro romance da autora (que também é a criadora dos personagens Lilica Ripilica e Tigor T. Tigre – conhecem, né?)

O livro vai contando a história de dois períodos distintos: o período feudal no Japão e a São Paulo no ano de 2008.



Samuel Jouza (sim, com J e não com S) é um observador de vampiros que se depara com acontecimentos estranhos na Avenida Paulista e, em sua primeira cena, já precisa correr com um moleque e fugir pela estação do metrô – pois é, começa bem agitado assim.

As coisas só pioram (pra ele, lógico, porque pra mim, só melhorou) quando Samuel resolve investigar um hotel no bairro da Liberdade (confesso: andei muito pelas ruas da Liberdade tentando achar aquele hotel)

A tatuagem de dragão nas costas (dele) esconde mistérios sobre um passado da vampira perfumada – que também possui uma tatuagem de dragão, só que na perna. São tantas cenas de ação, que, por muitas vezes, fiquei sem ar.

Um destaque inesquecível neste livro é a sensacional Missora-sama (se você fica tocadx com um tal homem cinza, deveria conhecer a Dama cortesã.)

O livro agrada muitos públicos:

(1) se você gosta da cultura japonesa, eis uma aula deliciosa;

(2) pra quem gosta dos vampiros de Anne Rice, aqui temos um exemplar BR que vale a pena;

(3) e pra quem gosta de romances tortuosos, delicie-se.


Vale lembrar que, além das participações em várias coletâneas e suas próprias antologias, Giulia Moon tem mais dois livros com a Vampira Perfumada:

Kaori – Coração de Vampira


Kaori e o Samurai sem Braço.



Deixe aqui seu comentário, fale se já leu ou se ficou curioso.

Já conhece Giulia Moon? Gosta de vampiros?

Diz aí.

Até mais, pessoal.

quarta-feira, 15 de março de 2017

Não Resenha #2 – Clube dos Imortais: A Nova Quimera dos Vampiros / Kizzy Ysatis

A Não Resenha de hoje é de um livro que foi lido há muito, muito tempo atrás (com licença poética pra usar de redundância. Obrigado, de nada.).

Uma época onde eu era um Thiago mais lúdico, vivia achando que um vampiro estava prestes a surgir e salvar minha vida de adolescente depressivo sem uma causa aparente (morbidez que ganhei por influências de bandas pseudo-góticas como Evanescence, Epica, Lacrimosa, etc, etc e etc...)

Não lembro, exatamente, se foi em 2008 que eu o comprei, mas adquiri meu exemplar de “Clube dos Imortais” em uma bienal do livro de São Paulo e fiquei me tremendo todo quando consegui encontrar um, ali, perdido e solitário na promoção do estande. Ao que ficara sabendo na época, o livro estava esgotado e era, tipo assim: “Quem tem, tem. Quem não tem, não terás mais. ”
Foi um achado.

Como disse, naquele tempo, eu era vidrado demais em vampiros (de verdade, sem brilho e dieta de “não sangue” – me odeiem, se quiser hahahahahaha). O livro brilhou, assim como meus olhos brilhavam com ele.


(primeira edição- 2006)

Luar é um vampiro apaixonante, que nos dá aquela sensação de amor e ódio, mesmo, o tempo todo.
O bacana do enredo, é que ele se passa em:

(1) boa parte aqui perto de casa, na zona leste de São Paulo (perto mesmo, gente. Muitas vezes descia na avenida lá em cima, só por ser a mesma avenida que dava lá no bairro Itaim Paulista / São Miguel e era citada como local onde Luciano mora – personagem principal) e

(2) na pista subterrânea do Madame (naquela época, ainda Satã – hoje, não mais), onde o vampiro Luar marca presença com sua dança sensual e hipnótica na famosa casa noturna underground dos anos 80’s.


(segunda edição - 2013)

A busca de Luar é pelo poeta perdido, aquele que enganou a todos num baile da realeza em tempos distantes, mas não tão remotos assim.
Luciano é raptado e seus amigos percorrem locais sombrios da cidade para encontrá-lo.
O que o vampiro e o peta tem a ver com isso?
É isso o que a gente descobre com a leitura que, entrelinhas, vai também contando a história de São Paulo e Álvares de Azevedo.

Clube dos Imortais é um livro que guardo com muito carinho e tem ligações com Diário da Sibila Rubra (eles se completam, mas não são continuação um do outro, logo, não importa a ordem em que for ler – mas é importante ler os dois).

Pra quem curte um vampirão, essa é uma boa pedida.


P.S.: eu li a primeira versão, mas sei que a segunda edição tem ilustrações feitas pelo próprio autor. 



E aí, alguma vez já leu algum dos livros do Kizzy?
Conhece o autor?
Deixe aqui seu comentário, manda uma dica de leitura pra gente.

terça-feira, 14 de março de 2017

Zumbis BR - O Apocalipse.

No último dia 12/03, A.Wood divulgou seu novo livro:
"Lázaro - a maldição dos mortos"

Num(a) LIVE no Facebook, ele contou sobre suas influências e tudo o que podemos esperar de novidade neste livro com tema tão recorrente e em alta, nos últimos tempos.


Sinopse:

"Avenida Paulista - 18h00min

Três carretas. De dentro delas, mortos-vivos são liberados, espalhando o caos pela cidade de São Paulo.

Do dia para a noite, a sociedade tem suas estruturas abaladas e entra em colapso.
Ao mesmo tempo, Luca, seu tio e amigos tentam a todo custo escapar do pesadelo. Mas sair da cidade não é o fim, e sim apenas o começo da era dos mortos-vivos.

De onde eles vêm? Será que a maior cidade da América Latina resistirá?"

O Autor de "Graham - O Continente Lemúria" disse que seu novo livro tem um ritmo frenético e que prende o leitor do começo ao fim.


No dia em que revelou a capa, no Facebook, comentou ter momentos em que prendera o fôlego e que tentou, em seu máximo, não cair no cliché e abordar as mesmas situação que já estamos acostumados a ver.

"Apesar do tema zumbi ser um tema bem explorado (...) eu tentei fazer coisas diferentes. (...) atualmente tá todo mundo acostumado com TWD (The Walking Dead), onde os zumbis servem mais de pano de fundo e deixaram de ser a ameaça principal para os personagens - que têm seus dramas e tramas pessoais (...) no meu livro eu coloquei zumbis como, realmente, uma ameaça." (A.Wood)

Quando perguntado sobre a relação com o personagem Bíblico "Lázaro", o autor deixou o suspense:

"Lázaro realmente é uma referência ao personagem bíblico (...) mas é só isso o que posso falar, por enquanto." (A.Wood)

O autor ainda não tem previsão exata para a pré-venda, mas basta acompanhar seu perfil no Facebook para saber disso e muito mais sobre seus trabalhos. Curta a Página A. Wood - Vinícius Fernandes que já é destinada para esses fins.

Veja o Teaser: Lázaro - A Maldição dos Mortos (de A. Wood) 






Vale destacar outros dois autores nacionais que já lançaram livros de zumbi (e que eu conheço).

>>> RODRIGO DE OLIVEIRA:

Gestor de TI e fã de ficção científica, dos clássicos de terror - em especial da obra de George Romero. Teve a ideia desta série (A crônica dos mortos) após um longo pesadelo tão real que, ao acordar, começou a escrever freneticamente, até concluir seu primeiro livro.
Casado, com dois filhos, nasceu em São Paulo, e vive entre a capital e o Vale do Paraíba.

São 5 livros imperdíveis para ter a coleção completa em casa! Você vai acompanhar uma desesperadora e tocante aventura por terras devastadas que irá nos mostrar até onde vai o amor dos pais por seus filhos e de um homem por sua família – mesmo após o fim definitivo da vida como hoje a conhecemos.


A série começa com o livro "O Vale dos Mortos"

Sinopse:

2017.
Uma profecia esquecida do Livro do Apocalipse, reiterada por outros profetas modernos, ressurge…

Cientistas descobrem um planeta vermelho em rota de colisão com a Terra. Depois de muito pânico nos quatro cantos do mundo, eles asseguram que o astro passaria a uma distância segura de nós. E todos ficam tranquilos acreditando que nada iria acontecer…

Então 2/3 de todas as pessoas no Planeta caem desmaiadas, vítimas de um estranho surto… "E abriu-se o poço do abismo, de onde saíram seres como gafanhotos com poderes de escorpiões. E os homens buscarão a morte e a morte fugirá deles.” Apocalipse 9,2-6.
E um grupo luta para sobreviver num mundo dominado pelo mal.

Com passagens por São Paulo, Brasília, Estados Unidos, China e França, "O Vale dos Mortos" baseia-se na profecia de que um planeta intruso ao sistema solar, ao raspar por nossa orbita, fatalmente desencadearia uma transformação de grande parte da humanidade, não havendo lugar seguro e ambientes sem infecção, pois ela ocorreria simplesmente pela aproximação do astro. Pegos de surpresa, e tentando entender o que acontecia enquanto buscavam se salvar, um casal e seus filhos iniciam uma jornada para restabelecer alguma condição de vida no que restou de seu próprio mundo.



>>> TIAGO TOY:

Tiago Toy é escritor de ficção e criador da saga Terra Morta, que imagina um incidente zumbi no interior de São Paulo.

Terra Morta teve início em Agosto de 2008 através do blog http://terra-morta.blogspot.com

Considerado o primeiro romance de zumbis nacional de sucesso, com relevância para o mercado editorial, o livro teve seu lançamento e primeira tarde de autógrafos em dezembro de 2011, angariando ótimas críticas da mídia especializada e leitores. O primeiro livro da série, subintitulado Fuga, dominou o 1º lugar de Mais Vendidos de Horror da Amazon e continua na lista.

Como autor convidado, lançou o conto Ignácia para o livro Fragmentos do Inferno (Editora Estronho), e o conto Heroína para o livro Fantasias Urbanas (Editora Draco). Tiago também escreve contos exclusivamente para a Amazon, vários deles na lista de Mais Vendidos.

Possui toda uma série para Terra Morta.




Deixe sempre seu comentário aqui no blog ou procure pela Página

 do #NãoÉResenha lá no Facebook

(Pode >> clicar aqui <<, assim você já vai direto pra lá)

quarta-feira, 8 de março de 2017

Não Resenha #1 – Dezesseis: a estrada da Morte / Simone Pesci

Saudações meu povo lindo!
Tá tudo bem aí com vocês???
Tá sim, porque cêis tão aqui no blog, comigo – óh que delícia!!!!

Como é de costume fazer lá na fã-page do Facebook (se você não curtiu ainda, vai lá e sapeca um like na página: #NãoÉResenha.com ), toda quarta-feira eu posto uma Não Resenha de algum livro que eu li em algum momento da minha vida.

Só pra lembra de novo – e pra quem ainda não sabe – eu não fico explicando detalhes sobre o livro, não fico resenhando os acontecimentos dele e nem nada disso o que vocês estão acostumado a ver em todos os outros blogs literário que já existem (bom, não à toa o nome do meu blog é “Não É Resenha.com”, né nom?)

Pois bem, meu amorxs.
Bora pra Não Resenha de hoje, a primeira do blog:
Esse foi um pedido de uma leitora minha e que vou atender com todo carinho e pra dar o pontapé inicial das Não Resenhas aqui no blog (Deza, é pra ti mesma)



Cresci ouvindo meus primos falando sobre Legião Urbana. A influência dessa banda foi forte em mim, mas só me rendi ao som deles anos mais tarde – lá com meus 17 anos.
Quando soube que a autora Simone Pesci estava preparando um livro que retratava uma das músicas dos caras, meeeeeeeeeeeeow, eu pirei!!!
Acompanhei bastante coisa do preparo desse livro e fiquei encantado quando ele, finalmente, surgiu! Sério, o preparo dele é incrível.
Talvez por tentar assimilar o livro à música, eu tenha ficado um pouco com aquela sensação de: mas ué?
Eu explico:

Quando penso no Johnny, espero por uma adolescente mais revolts, que bebe pra cara...mba, fala palavrão, usa gírias e tudo mais – não é muito o que acontece. Como ela própria diz: “este é um enredo de amor recheado com muitas aventuras.” – bom, isso é mesmo.
A paixão entre Johnny e Ana Cláudia é mesmo de dar um nó na cabeça e eu adoro quando isso acontece. Fora aqueles momentos de “óooh😱😱😱” no meio do livro que cê fica: “mas gente, babado e confusão! ”
O enredo é bem construído e tem uma ótima amarração, com um final todo fofíneo (oooown😍😍😍) – só senti falta, mesmo, de mais rebeldia, mais Mother Fucker da parte do personagem principal que pedia por isso.

Quer conhecer mais sobre a autora? Visite o blog e saiba tudo!!!


Queridxs, não corram!!!!
Deixe aí seu comentário, diga se já escutou Legião Urbana e se conhece a música Dezesseis.
Já sabia do livro, já leu? Fala aí pra gente.
Até logo mais, galerínea.